quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Puratinando #05 - Bayonetta 2

Did you miss me?!



Todo console, em algum ponto da sua vida, tem aquele jogo que você fala "Esse é O jogo do (Coloque aqui o nome do console em questão)!". No primeiro XBox foi Halo - Combat Evolved, no Dreamcast foi Shenmue, só para citar dois exemplos. No Wii U, mesmo tendo grandes competidores para esse cargo, como Super Mario 3D World e Mario Kart 8, uma bruxa platinada veio como furacão e conquistou o coração de muitos usuários de Wii U e tomou para si esse posto.

Um pequeno resumo da reação dos Nintendistas desde o anúncio até o lançamento de Bayonetta 2


A história do desenvolvimento de Bayonetta 2 foi dos mais conturbados, ao ponto da Platinum, a desenvolvedora do jogo, correr atrás de várias produtoras para investirem no seu novo jogo, já que a Sega, que é também detentora dos direitos da personagem, não via com bons olhos o desenvolvimento da continuação do primeiro jogo que, mesmo MUITO bem avaliado, não vendeu aquilo que a Sega e a Platinum esperavam. Depois de receber várias negativas coube a casa do velho Mario apostar nessa nova aventura. E ela se valeu no final, já entregando o final da análise, Bayonetta 2 é um jogo espetacular que vai rodar por muito tempo a lista de melhores dessa geração e que vai ficar por muito tempo no topo dos melhores jogos de ação já feitos.

Algumas notas dos nossos colaboradores internacionais (HUAHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAU)

O jogo pode ser dividido em duas bases, que definem o ritmo do jogo do começo ao fim: Gameplay com mecânicas simples e precisas e um carisma infinito de sua personagem principal. Começando pelo Gameplay, quem olha de longe pensa que Bayonetta 2 é um simples Hack 'n Slash com temática "angelical". Quem se aventura no jogo descobre que ele segue o princípio de muitos jogos de luta, de que é muito fácil de começar a jogar mas vai depender de muito treino para conseguir fazer combos mirabolantes. Mas você pode perguntar se isso é um problema, que pode afastar jogadores devido a dificuldade de se aprender novos combos. Mas é nisso que o jogo brilha, a Platinum colocou tantas combinações para cada uma das armas que podem ser equipadas tanto nas mãos quanto nos pés de Bayonetta que é quase impossível que você não consiga fazer combos grandes nele. E cada combinação vai ficando tão insana e divertida quanto a outra, que vai batendo aquele sentimento de "Eu tenho que fazer mais combos desses!".

Beautiful!


Mecânicas trazidas do jogo anterior, como o excelente Witch Time, que ativa um modo "Bullet Time" no momento exato em que você desvia do ataque do inimigo e te possibilitando a janela para fazer mais combos ou combos mais elaborados em inimigos mais difíceis, e o modo Tortura, que pega o inimigo e o coloca em situações nada agradáveis e que servem para eliminá-los, se juntam ao novo modo Climax que permite que Bayonetta possa lançar versões mais poderosas de ataques comuns, utilizando os demônios que invoca durante a execução dos chefes para aumentar o dano dos seus ataques. Essa nova mecânica é um grande auxílio principalmente contra os chefões, já que permite que você saia de um momentos em que está encurralado e possa contra-atacar de uma forma muito poderosa.


Bayonetta usando o modo Climax em full power!



A outra base em que Bayonetta 2 se firma é no carisma dos seus personagens. Por mais estranhos e animes que possam parecer, Rodin, Jeanne, Balder entre outros conseguem fazer com que o jogador se importe com eles, se divirta com eles, queira que eles sempre tenham mais tempo de tela. Se fomos falar de Bayonetta então, essa talvez seja a melhor personagens de jogos, seja masculino ou feminino, criada em muito tempo. Ela é sexy, super confidente, muito longe do perfil dama em apuros em que algumas personagens se fincam e nem no perfil vulgar que outras param. Mesmo tendo toda a sensualidade em seus golpes e movimentos, podemos ver que ela usa isso não para excitar o jogador, mas como uma forma de humilhar o inimigo, no melhor estilo Dominatrix. Bayonetta veio só para reafirmar que você pode ser um ícone feminino, com MUITA sensualidade, mas sem ser de forma gratutíta.


"Sim, eu sou sexy. Sim, eu sou gostosa. E sim, sou poderosa pra c*ralho e vou te encher de porrada!"

Já a história do jogo pode ser definido com um anime moderno, seja pelo lado positivo como negativo, com muitos anjos e demônios tentando dominar o mundo e tal. Mas como o jogo tem as duas bases citadas tão fortes o jogador chega ao ponto de não se importar se a história tem seus altos e baixos e acaba se divertindo muito com ela e com as situações que ela coloca a Bayonetta e os personagens secundários.

"I'm giving you my heart, here!"


Para não dizer que o jogo é perfeito ele possui pequenos problemas, do tipo que seriam resolvidos com um pouco mais tempo de desenvolvimento. O novo modo online, que permite que dois jogadores possam revisitar batalhas contra chefes apostando halos, a moeda do jogo, é divertido mas ainda não é o que todos os fãs da série desejam. Os personagens habilitados durante o jogo não passam de meros skins para Bayonetta. Chega a ser estranho você estar jogando com a Jeanne com a voz da Bayonetta (?!) e correndo para salvar a Jeanne (?!) no inferno. Talvez um modo separado com uma campanha menor para cada um dos novos personagens, como foi feito em Resident Evil 5 que você jogava uma pequena campanha com a Jill depois de uma parte do jogo, fosse o ideal nesse momento.

Ela merecia muito mais que um mero skin, dona Platinada. Vamos melhorar isso ai no próximo jogo!


Esses (poucos) pontos servem diminuir o brilho de Bayonetta 2? De forma nenhuma, como disse no começo, esse jogo é daqueles que te fazem comprar console e exibir para todos. Agora eu só estou querendo ver como a Platinum vai conseguir se superar mais uma vez num futuro Bayonetta 3, visto que esse alcançou a perfeição no gameplay de um Hack 'n Slash. Mas ó Platinum, antes de partirem para Bayonetta 3, que tal fazerem um Vanquish 2! Estamos órfãos dele e não vemos a hora de jogarmos um novo episódio desse Cybercorps espacial!

Rodin Noel aprovou seu novo jogo, Bayonetta!


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