Todo console, em algum ponto da sua vida, tem aquele jogo que você fala "Esse é O jogo do (Coloque aqui o nome do console em questão)!". No primeiro XBox foi Halo - Combat Evolved, no Dreamcast foi Shenmue, só para citar dois exemplos. No Wii U, mesmo tendo grandes competidores para esse cargo, como Super Mario 3D World e Mario Kart 8, uma bruxa platinada veio como furacão e conquistou o coração de muitos usuários de Wii U e tomou para si esse posto.
| Um pequeno resumo da reação dos Nintendistas desde o anúncio até o lançamento de Bayonetta 2 |
A história do desenvolvimento de Bayonetta 2 foi dos mais conturbados, ao ponto da Platinum, a desenvolvedora do jogo, correr atrás de várias produtoras para investirem no seu novo jogo, já que a Sega, que é também detentora dos direitos da personagem, não via com bons olhos o desenvolvimento da continuação do primeiro jogo que, mesmo MUITO bem avaliado, não vendeu aquilo que a Sega e a Platinum esperavam. Depois de receber várias negativas coube a casa do velho Mario apostar nessa nova aventura. E ela se valeu no final, já entregando o final da análise, Bayonetta 2 é um jogo espetacular que vai rodar por muito tempo a lista de melhores dessa geração e que vai ficar por muito tempo no topo dos melhores jogos de ação já feitos.
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| Algumas notas dos nossos colaboradores internacionais (HUAHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAU) |
O jogo pode ser dividido em duas bases, que definem o ritmo do jogo do começo ao fim: Gameplay com mecânicas simples e precisas e um carisma infinito de sua personagem principal. Começando pelo Gameplay, quem olha de longe pensa que Bayonetta 2 é um simples Hack 'n Slash com temática "angelical". Quem se aventura no jogo descobre que ele segue o princípio de muitos jogos de luta, de que é muito fácil de começar a jogar mas vai depender de muito treino para conseguir fazer combos mirabolantes. Mas você pode perguntar se isso é um problema, que pode afastar jogadores devido a dificuldade de se aprender novos combos. Mas é nisso que o jogo brilha, a Platinum colocou tantas combinações para cada uma das armas que podem ser equipadas tanto nas mãos quanto nos pés de Bayonetta que é quase impossível que você não consiga fazer combos grandes nele. E cada combinação vai ficando tão insana e divertida quanto a outra, que vai batendo aquele sentimento de "Eu tenho que fazer mais combos desses!".
| Beautiful! |
Mecânicas trazidas do jogo anterior, como o excelente Witch Time, que ativa um modo "Bullet Time" no momento exato em que você desvia do ataque do inimigo e te possibilitando a janela para fazer mais combos ou combos mais elaborados em inimigos mais difíceis, e o modo Tortura, que pega o inimigo e o coloca em situações nada agradáveis e que servem para eliminá-los, se juntam ao novo modo Climax que permite que Bayonetta possa lançar versões mais poderosas de ataques comuns, utilizando os demônios que invoca durante a execução dos chefes para aumentar o dano dos seus ataques. Essa nova mecânica é um grande auxílio principalmente contra os chefões, já que permite que você saia de um momentos em que está encurralado e possa contra-atacar de uma forma muito poderosa.
| Bayonetta usando o modo Climax em full power! |
A outra base em que Bayonetta 2 se firma é no carisma dos seus personagens. Por mais estranhos e animes que possam parecer, Rodin, Jeanne, Balder entre outros conseguem fazer com que o jogador se importe com eles, se divirta com eles, queira que eles sempre tenham mais tempo de tela. Se fomos falar de Bayonetta então, essa talvez seja a melhor personagens de jogos, seja masculino ou feminino, criada em muito tempo. Ela é sexy, super confidente, muito longe do perfil dama em apuros em que algumas personagens se fincam e nem no perfil vulgar que outras param. Mesmo tendo toda a sensualidade em seus golpes e movimentos, podemos ver que ela usa isso não para excitar o jogador, mas como uma forma de humilhar o inimigo, no melhor estilo Dominatrix. Bayonetta veio só para reafirmar que você pode ser um ícone feminino, com MUITA sensualidade, mas sem ser de forma gratutíta.
| "Sim, eu sou sexy. Sim, eu sou gostosa. E sim, sou poderosa pra c*ralho e vou te encher de porrada!" |
Já a história do jogo pode ser definido com um anime moderno, seja pelo lado positivo como negativo, com muitos anjos e demônios tentando dominar o mundo e tal. Mas como o jogo tem as duas bases citadas tão fortes o jogador chega ao ponto de não se importar se a história tem seus altos e baixos e acaba se divertindo muito com ela e com as situações que ela coloca a Bayonetta e os personagens secundários.
| "I'm giving you my heart, here!" |
Para não dizer que o jogo é perfeito ele possui pequenos problemas, do tipo que seriam resolvidos com um pouco mais tempo de desenvolvimento. O novo modo online, que permite que dois jogadores possam revisitar batalhas contra chefes apostando halos, a moeda do jogo, é divertido mas ainda não é o que todos os fãs da série desejam. Os personagens habilitados durante o jogo não passam de meros skins para Bayonetta. Chega a ser estranho você estar jogando com a Jeanne com a voz da Bayonetta (?!) e correndo para salvar a Jeanne (?!) no inferno. Talvez um modo separado com uma campanha menor para cada um dos novos personagens, como foi feito em Resident Evil 5 que você jogava uma pequena campanha com a Jill depois de uma parte do jogo, fosse o ideal nesse momento.
| Ela merecia muito mais que um mero skin, dona Platinada. Vamos melhorar isso ai no próximo jogo! |
Esses (poucos) pontos servem diminuir o brilho de Bayonetta 2? De forma nenhuma, como disse no começo, esse jogo é daqueles que te fazem comprar console e exibir para todos. Agora eu só estou querendo ver como a Platinum vai conseguir se superar mais uma vez num futuro Bayonetta 3, visto que esse alcançou a perfeição no gameplay de um Hack 'n Slash. Mas ó Platinum, antes de partirem para Bayonetta 3, que tal fazerem um Vanquish 2! Estamos órfãos dele e não vemos a hora de jogarmos um novo episódio desse Cybercorps espacial!
| Rodin Noel aprovou seu novo jogo, Bayonetta! |

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