Sim, eu sei que é de um jogo antigo, mas como eu gostei muito desse texto que eu fiz para o amigo Rodrigo Rey no fórum Start Select, mais do que recomendado para quem quiser conhecer, resolvi reaproveitá-lo por aqui, então parem de mimimi!!!
O Retorno do Rei
Disponível para Xbox 360 e Playstation 3
Versão testada: Playstation 3
Lançamento: Novembro, 2011
Depois de muita espera, expectativa e uma parceria com a Atlus que gerou uma versão com 4 CDs com a trilha sonora da série, The King of Fighters XIII chegou no final de 2011 com o muito a provar para os seus fãs de longa data e tentando atrair novos jogadores. Será que ele conseguiu atingir todas as expectativas e recolocar a série no mapa ou foi a última aparição de uma série clássica de nossa infância?
E ai, como essa história ai terminou?!
Em KOF XIII temos o último capítulo da trilogia de Ash Crimson e do grupo Those from the Past. Com os eventos ocorridos em The King of Fighters 2003 e The King of Fighters XI, o grupo maligno da vez e seu líder Saiki finalmente conseguiram descobrir a fonte aprisionada de poder do Orochi e eles estão por trás dos eventos desse KOF para conseguir tal poder e utilizá-lo em seus planos. Posso falar que a história desse KOF consiga ligar os pontos deixados nos outros KOFs mas não consegue ser tão marcante quanto a saga de Orochi. Por outro lado, posso dizer sem sombra de dúvidas que o Ash acaba se transformando no maior herói das três trilogias dos KOFs. Digamos que tenha sido um final muito digno para um personagem que foi massacrado do começo ao fim.
Um dos maiores prazeres dos fãs da série são os combos malucos/bugados e infinitos que eram possíveis de se fazer. Nessa edição eles não vão se decepcionar, mas vão ter que aprender duas novas mecânicas. A primeira mecânica nova na séria se chama Drive Cancel, que permite que se gaste metade de uma barra verde de energia que fica acima da barra de Desperation Moves. Com ela, o jogador consegue cancelar um movimento no meio da execução e linkar com outro movimento, possibilitando combos com mais longos. Quando sua barra está completa, o jogador pode estourar ela e entrar no modo Drive Mode, podendo cancelar quantos movimentos ele puder até a barra se esvaziar. E é só nesse modo que o jogador consegue linkar um Desperation Mode ou um Ex Desperation Mode com um Neo Max, o movimento mais poderoso de cada personagem, mas que acaba gastando 3 barras de energia de Desperation Mode, então sejam cuidadosos o utilizá-lo.
A outra nova mecânica são os Ex Moves, mecânica essa que torna os golpes normais de cada personagem mais forte ou mais rápidos, com o custo de 1 barra de energia de Desperation Move. Juntando com as possibilidades que temos com o Drive Mode, temos a chance de criar combos diversos, de longa duração e que não se tornam chatos de se fazer ou assistir, coisa que era comum nos jogos anteriores.
Outra mudança na série, mas dessa vez mais suave, é o tempo dos golpes. Nos jogos anteriores, você poderia apertar alucinadamente qualquer tipo de movimento que saia um combo. Dessa vez, os jogadores vão ter que passar um certo tempo aprendendo o tempo dos golpes de seus personagens favoritos, tornado sua jogabilidade um misto de Guilty Gear com Street FIghter: Ele não é tão frenético na hora de linkar os combos como GG e não é tão lento quanto SF. Não que isso tenha tornado sua jogabilidade ruim, pelo contrário, é o jogo da série mais gostoso de se jogar. A sensação de ver que você conseguiu aprender aquele combo que você praticou que nem um maluco é única e vai conquistar os fãs de longa data.
E os modos de jogo?!
O game é dividido em 13 modos de jogo:
Tutorial, que ensina as novas mecânicas do jogo;
Arcade, a boa e velha pancadaria de sempre;
Story, que conta a história do jogo sobre o ponto de vista dos trios envolvidos e tenta ligar seus eventos;
Versus, a boa e velha pancadaria com seu amigo do teu lado;
Practice, onde você vai treinar os golpes dos seus personagens favoritos nas mais diversas situações;
Replay, onde você pode rever as partidas online que você mais tenha gostado ou apanhado para aprender as manhas do seu adversário;
Gallery, onde ficam os filmes de encerramento dos trios do jogo, imagens dos personagens, músicas e afins;
Mission, que é subdividido em outras três categorias:
Time Attack, que é terminar o modo Arcade o mais rápido o possível;
Survivor, que é você enfrentar todos os personagens do jogo para ver até onde você vai;
Trial, que é onde você pode aprender os golpes do jogo bem simples e terminar com combos longos e elaborados mais para o fim.
Customize, onde você pode customizar seu time, para deixar ele pré-carregado antes de uma luta, seu id online e as cores dos seus personagens. Com essa adição, as possibilidades de criação se tornaram quase que infinitas e dificilmente você verá um trio com personagens iguais aos seus;
Player Data, que armazena o tempo de jogo com cada personagem e os rankings;
Loja online, onde você pode comprar novos personagens;
Options, onde você customiza o jogo da forma que você quiser.
A quantidade de modos que ele oferece acaba fazendo com que ele tenha uma longa duração, seja para terminar os trials de cada personagem, e acredite, você vai demorar para terminar essa parte..., seja customizando as cores do seu personagem favorito, já consegui fazer um Hulk!!!, ou revendo o final daquele trio que você gosta tanto.
Mas ai eu te pergunto, cade o modo Online?!
Bem, eu deixei essa parte para depois por que ele acabou sendo a parte mais polêmica do jogo. O modo online é dividido em três partes:
Ranked Match, onde os seus resultados influenciam no seu quadro online;
Player Match, onde seus resultados acabam não sendo computados para o seu quadro online;
Friend's Match, onde você verifica se recebeu algum convite de um amigo para jogar online contra ele.
Vamos deixar bem claro, o online desse KOF é infinitamente superior ao KOF XII, dessa vez você consegue jogar online. Só que ele é muito instável. Não no termo de cair durante a jogatina, mas sim dos tipos de conexão que você vai encontrar. Se você não tiver uma conexão muito boa, nem tente jogar contra pessoas de outros países, é praticamente impossível conseguir alguma partida com delay razoável. Mas quando você encontra brasileiros para jogar online, a felicidade é total, o jogo roda com pouco lag ou até sem nenhum, tornando a experiência muito boa. Torço para que a Atlus lance mais patches de correção do modo online para que as partidas contra pessoas de outros países se tornem tão fluidas quanto as que eu consigo jogando contra brasileiros.
Esqueci de te perguntar, e os aspectos técnicos?!
Nessa parte não há do que reclamar, a SNK Playmore está de parabéns por ter criado um dos jogos mais bonitos dessa geração, seja no design dos personagens com seus modelos principais e alguns com modelos secundários, seja nos cenários que ficaram espetaculares, todos vivos e com elementos que prendem sua atenção de alguma forma, destaque para o Pao Pao Café e a Aircraft dos irmãos Bernstein, e com uma trilha sonora arrebatadora, onde todas retratam bem o clima do trio em destaque.
Nessa edição temos mais de 30 personagens a ser escolhidos e todos muito bem escolhidos, seja o novato Hwa Jai e seu Muay Thai mais agressivo do que o do Joe Higashi ou seja na volta dos pesos pesados que tinha desaparecido na edição anterior, como King, Mai, Takuma, Yuri, Chin e outros. Uma caracteristica muito boa nesse é que a SNK Playmore decidiu sair da zona de conforto com alguns personagens, criando novos golpes para cada personagens para que cada jogador, seja o novato ou o veterano, tenham iguais condições na hora de aprender os truques de cada personagem.
O destaque negativo fica pelos personagens extras que poderiam muito bem estar no pacote final do jogo e que serão lançados via DLC. Já foram lançados até agora o Iori com o movelist do KOF 2002, o Kyo com o movelist dos KOFs 2002 e o Mr. Karate, uma versão mais poderosa e infernal do Takuma. Além desses, a Atlus pretende lançar mais jogadores nos próximos meses.
E no frigir dos ovos...
Vale a pena pegar ele, simples assim. Seja você um novato na área ou um rato de jogos de luta, vocês terão uma experiência muito boa com ele. Sua jogabilidade é muito boa, os graficos são lindos, trilha sonora idem, online que você precisa se adaptar a ele, mas que fica legal e entre outras coisas. Essa versão de The King of FIghters conseguiu resgatar o prestígio e a alma das versões antigas tornando uma versão obrigatória para quem é fã de longa data. Que ele seja um grande sucesso para que a SNK Playmore continue lançando novas sagas e apresentando novos personagens nesse universo cativante.


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